Computador sem internet não serve mais
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Quando comecei a ministrar aulas de informática, compradores de computadores eram aqueles que precisavam de uma ferramenta de trabalho, e assim grande parte dos que tinha o computador usavam o mesmo ativamente apenas para trabalhar. O uso da internet era também para trabalho, ficando sempre em segundo plano para a diversão, apesar que já naquele época jogos eram acessíveis, mas comprar um videogame era a opção para quem queria se divertir.
A internet nos últimos anos mudou totalmente esse patamar, tornando o computador o centro social e de diversão da familia, que por muitas vezes posterga a compra do aparelho pela falta de opção de usar uma internet no mínimo interessante.
Cidades como a que moro (Fartura/SP) que apesar de contar com dois provedores de acesso via rádio, e ao adsl do Speedy, não permitem as vezes o acesso mais rápido a internet acaba por ter um número menor de computadores, pelo simples fato das pessoas não terem o inicio do acesso a internet junto da compra do aparelho.
Com as mudanças efetuadas na rede do speedy e a volta de sua comercialização em minha cidade, o número de aquisições de computadores que permanecia lenta nos últimos meses teve um acréscimo percentual muito elevada, já que a cidade tem boas opções de renda, com o elevado número de confecções que normalmente pagam muito bem aos seus funcionários (levando em conta é claro, o custo de vida da cidade que é muito menor do que morar em uma cidade de porte maior).
O fato é que computador sem internet não serve, ele tornou-se um eletrodoméstico quando tem internet, e é tão inútil sem ela, quanto uma geladeira em uma casa sem energia elétrica. É algo atrelado, e passível para bons negócios, já que aquele que chegar em cidades pequenas e souber atrelar os dois serviços com preços interessantes pode lucrar muito.
Algo como ser uma revenda de pc’s com internet inclusa, com planos de pagamentos grandes, algo como compre o pc em 24x e tenha internet gratuita via rádio nesse periodo. Atrasos provocariam o corte do fornecimento do acesso a grande rede. E contratos ao estilo de leasing, para que não ouvesse prejuizo com pessoas pegando o aparelho e caindo no mundo sem nunca paga-lo.
A internet é com certeza um bem maior do que o próprio computador, e um “vício” que dificilmente é largado, mesmo em momentos mais delicados financeiramente, e um plano longo permitiria ganhos maiores com a venda do aparelho quanto da manutenção da rede. E cidades de até 15 mil habitantes, são bons celeiros para iniciativas que envolvam um acesso melhor a rede.
Basta uma visita a uma cidade pequena para ver a quantidade de Lan Houses, e de como elas estão em pontos “nobres” em cidades assim. E mesmo em cidades maiores, em bairros menos centralizados, as famosas periferias, que por vezes parecem em muito com a simplicidade das nossas cidades interioranas.
Quem aprende rápido que a proximidade dos relacionamentos no interior é igual a bons negócios vai lucrar.
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dez20









janeiro 2nd, 2010 at 20:52