Ae pessoal,

Livros de Programação

Quando eu fazia escola técnica de programação o grande Boom era o procedural Clipper. Passava horas criando telas, movimentos de transição de uma tela para outra, grandes lastros de repetição (os famosos while’s) para gerar movimentos mil, tudo na unha, linha a linha.

Isso levava horas e horas de programação, via prompt do dos, usando o edit. A lógica aguçada para não gerar erros, e uma noção incrivel de posicionamento de elementos na tela. Com o tempo as aventuras foram crescendo, e novas linguagens como HTML, javascript, CSS, ASP e PHP. E principalmente nas linguagem dinâmicas fazia mil testes, e a possibilidade de interagir com mais e mais recursos como cookies, usuários, etc me deixam doido.

Nessa época também comecei a programar em Delphi, e principalmente a lecionar sobre Delphi e Java (Applet). A cabeça as vezes dava grandes nós coma confusão das instruções de várias linguagem com qual tinha um bom domínio. Sempre foi uma loucura estudar esse monte de linguagens, mas valeu muito a pena.

Só que em tempos modernos as coisas mudaram muito, agora qualquer um pode dominar linguagens de programação, pois está tudo mais fast-food, clica-se aqui, arrasta para lá, copia o código que achei no Google e beleza.

Cansei de receber via e-mails “programas” criados nesse estilo. Programas que não serviam para nada, mas tinham a frase: “eu que fiz!”. Programar se tornou “coisa para criança” (antes que me acusem, olhem para as linguagens procedurais antigas e para um delphi da vida hoje em dia).

Praticamente sem lógica alguma um adolescente consegue criar programas incríveis hoje em dia, ta tudo meio mastigado, basta colocar na seqüencia certa. Já mastigamos para eles, e eles são programadores. Geração mastigada eu diria. E quem tem lógica nesse povo faz coisas web 2.0, como o Apontador, que é para mim o maior conceito web 2.0 no Brasil.

Onde estariam inteligências como as dos criadores do Cadê?, ou até mesmo de um HPG da vida, que fez muito sucesso em seus tempos áureos. Estão cada vez mais escondidos trabalhando para quem sabe garimpar (leia-se Google, Yahoo e Microsoft).

Olho os livros que possuo (comprados a suaves prestações) e as vezes me pergunto pra quê? Agora está tudo na internet, e boa parte do que tenho aprendido vem diretamente da internet, os livros apenas empoeiram aqui.

E falando a verdade, como era bom programar em Clipper.

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