Second Life, uma visão apurada
Nos últimos dias passei algumas horas lendo, analisando, e observando o mundo que gira em torno do Second Life. Para quem ainda não conhece SL (sigla para Second Life), ele é uma ferramenta para comunidades online em 3D. Nele o usuário controla um personagem que é chamado de Avatar. O avatar tem silhueta humana, com roupas, acessórios, e tudo mais que um ser humano possa usar. O usuário escolhe de forma livre o primeiro nome do avatar, e o sobrenome em uma lista pré-definida. (Assim nasceu meu avatar Bruno Hirvi, que nunca usei)
Muito foi falado, ventilado e gritado mundo afora sobre o SL. Tenho como sugestão de leitura matérias na Revista Época (edição 461) e na Revista Veja (não me lembro qual edição) sobre o assunto. Para alguns é uma revolução da Internet (caras como John Dvorak, assim como o conceito do WWW do começo dos anos 90. Para outros apenas mais um jogo bobo que logo ganha cópias e cai de moda. A verdade é que mais de 20 mil pessoas se conectam simultaneamente (segundo a revista época) em sua Segunda Vida (tradução literal de Second Life).
Second Life é um “jogo” onde a pessoa controla seu avatar dentro de um mundo de ilusão, essa terra do nunca é formado por ilhas, que seriam as nossas cidades. O jogo tem uma espécie de economia interna com sua própria moeda, o Linden Dólar. O usuário brasileiro que desejar comprar Lindens para o jogo ainda enfrenta a burocracia de ter que comprar uma moeda secundária chamada KAIZEN Cash. Infelizmente não sei a cotação de Kaizen para Reais porque não quis passar pela burocracia de me cadastrar em mais um site.
Com o dinheirinho no bolso o usuário pode comprar de tudo em Second Life, como novas vestimentas, carros, lotes para construir casas (?) entre outros. Rola de tudo na compra e na venda, assim como no mundo real. Seria como uma cópia do real dentro de Second Life.
Cada ilha suporta segundo as matérias que li 100 lotes (se me lembro bem), que podem ser usados da maneira que o dono da ilha quiser, mas como essas ilhas são criadas ainda tenho dúvidas, não consegui encontrar nada sobre isso nas matérias lidas. Aparentemente deve-se comprar as ilhas diretamente com a Linden, empresa por trás desse mundo virtual. E cada ilha suporta um número máximo 300 usuários (também se lembro bem da matéria)
Em SL rola de tudo, uma continuação mesmo da vida real, com direito até a coisas ilícitas como drogas e prostituição. Além é claro de paqueras, conversas (a)fiadas, fazer novos amigos, e tudo mais que se imagine. Existem favelas em ilhas brasileiras (é, nem no SL a realidade de nosso pais escapa), e monumentos famosos como o MASP (museu paulista), a praia de Boa Viagem (de Salvador - BA) e o Cristo Redentor (do Rio de Janeiro) na principal ilha brasileira que é mantida por uma parceria do IG.
Pelo que vi até agora, não passa muito longe de um antigo bate-papo que a cerveja SKOL mantinha em seu site (não sei se mantém até hoje) onde as pessoas podiam conversar usando seus personagens, ou como o mundo virtual do game Habbo Hotel. É claro que o jogo é mais detalhado e trás recursos adicionais em relação aos games citados, além de permitir que os personagens usem um dinheiro que pode ser trocado por grana real. É, em SL você pode trocar Linden dólar por dinheiro real, com direito a uma chinesa já ter ganho seu primeiro milhão de dólares vendendo imóveis (?) em SL.
Muitas empresas reais já adotaram o mundo de SL. Empresas como a IBM apostam forte, assim como brasileiras como a VW (que com uma concessionária em SL já vendeu mais de 150 carros, e onde o avatar pode fazer teste drive (?) em seus veículos), assim como a Petrobrás,TAM, entre outras. Um mundo que ganha força com a entrada de empresas como as citadas.
Agora o que difere o SL de uma comunidade para de um jogo? Sinceramente, nenhuma! O uso de uma moeda virtual não é novidade, e a compra e vendas de produtos do jogo também não. Games como GunBound permitem a compras de extras para seus personagens, e não é muito difícil vender artigos através do boca-a-boca. Assim como a venda de personagens de outros jogos como Tibia (que já vi em leilões por mais de mil reais). A única novidade é a possibilidade de uma troca direta de Lindens por moeda real (que ainda não é suportada na versão brasileira).
O mundo de SL é muito parecido com a do game The Sims (onde o gamer controla a vida de um personagem, desde tarefas como cozinhar, comer, ir ao banheiro, trabalhar, ter relacionamento com outros personagens), com basicamente uma diferença, o relacionamento pode acontecer entre usuários de várias partes do mundo.
Dizer que o futuro da internet reside em SL é algo complicado, já que o meio atual da internet dificilmente deixaria muito fácil o modelo usado hoje em dia, com sites baseados no modelo de revistas, com páginas, e tal. SL lembra em muito um game, e dessa maneira dificilmente atrairia aqueles que não se interessam por essa área, assim como o Orkut (fenômeno no Brasil) não atrai alguns tipos de usuários que o vêem como apenas mais uma ferramenta (enquanto para outros é sua SL). Que o futuro da internet pode estar em 3D é possível, mas SL não é a nova internet. A internet ainda não consegue nem acertar o conceito web 2.0 quanto mais um web 3.0 que seria essa internet em 3D.
Para não me alongar mais sugiro que você leia as matérias citadas no começo do artigo, assim como o do Wagner no Blog de Guerrilha, e com uma busca simples no Google muito também pode ser lido (clique aqui).
Ainda quero ler mais sobre o assunto, e gostaria de saber o que você acha do SL. Daqueles que já usaram, que usam ou que estão a fim de testar. E no final disso tudo ainda pergunto: O que é SL?
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maio 30th, 2007 at 6:07 pm
Quem entra no SL? Clientes e empresas. Vejo essa segunda vida muito mais pra esse lado, e pode apostar que as empresas também. Digo isso pois trabalho na IBM, no time de desenvolvimento do SL.
Lá você pode mostrar o servidor em 3D, atender o cliente, mostrar novos produtos, como funciona, tudo de maneira rápida e fácil. Muito mais eficiente que a web 2d.
Pra mim, o SL não é um jogo e sim um mundo virtual de negócios.
Abraço.
junho 4th, 2007 at 1:39 pm
junho 4th, 2007 at 2:30 pm
http://www.secondlifebrasil.com.br
junho 14th, 2007 at 2:51 am
Escrevo estas linhas porcas correndo o risco de ser chadmado por alguns de retrógrado ou limítrofe. Em parte com razão, afinal o objeto dessa crítica atende a clássica condição do “não vi e não gostei”. De qualquer forma, eu me arrisco a per…